Quatro dias na estrada com a Cervejaria Patagônia

Foto Divulgação

Diário de Viagem
Florianópolis, 22 de julho de 2017

Era sábado e não havia nuvens no céu. O sol, que brilhava forte nesse pouco inverno de 2017, aquecia e convidada todos para sair de suas casas e apreciar as belezas da ilha de Santa Catarina. Assim o fiz. Depois de um dia inteiro bem aproveitado, me encontrei com o pessoal da Cervejaria Patagônia. Havia participado, na noite anterior, de um evento com eles. Para quem não conhece, a Patagônia é uma cervejaria localizada na região de Bariloche, sul da Argentina. De lá vieram um dos seus cervejeiros, Ratti, e a sommelière da fábrica, Sol. Em um clima de total descontração, eles nos apresentaram as cervejas em um jantar harmonizado e trouxeram na mala algumas cervejas exclusivas que ainda não foram lançadas. Ali tive a chance de conhecê-los e trocar algumas ideias sobre o roteiro que iriam fazer no sul do Brasil divulgando a marca. Foi então que veio o convite para acompanhá-los nessa saga. Claro que topei.

Saímos no sábado à noite rumo a Curitiba. Eu levava comigo minha mochila. Aliás, que beleza de mochila. Foi um presente deles para o Viajante Cervejeiro. Chegamos tarde, mas ainda deu tempo de sair e conhecer o novo bar da fábrica que inauguraram na cidade (Avenida Vicente Machado, 866, Batel, Curitiba-PR).

Curitiba, 23 de julho de 2017

Nesse dia fomos conhecer alguns pontos turísticos da capital paranaense. Com eles eu pude desenferrujar um pouco meu espanhol que estava engavetado há algum tempo. Foi muito divertido. A primeira parada foi no Museu Oscar Niemeyer. Fizemos alguns vídeos, algumas fotos, comemos um sanduíche e bebemos algumas cervejas por ali. Seguimos para a Universidade Livre do Meio Ambiente. Mais fotos, mais vídeos e muita risada. É isso que a cerveja e as viagens sempre fazem, aproximam as pessoas e o resultado é sempre diversão pura.

Edson, Ratti e Sol no Museu Oscar Niemeyer (Foto Divulgação)
Universidade Livre do Meio Ambiente

No final da tarde uma grande festa nos esperava. Fomos até uma chácara nos arredores de Curitiba. Montaram toda uma estrutura ao ar livre, com muitas cervejas Patagônia para os convidados, comida boa, banda ao vivo e aquele clima de festa que todos gostamos. No final teve até a presença do Digão da banda Raimundos que deu uma palhinha pra gente. Foi demais.

Campamento Patagônia
El asado argentino
Salud

Morretes, 24 de julho de 2017

O ápice da viagem veio na manhã de segunda. Viajar em trem de Curitiba a Morretes. Esse é um passeio clássico e muito recomendado. Eu nunca havia feito e foi realmente incrível. Acordamos cedo e o único trem sairia as 8h15 em ponto. Às 7h30 eu e o Ratti já tínhamos feito nosso desjejum no hotel. Faltava a Sol. Ela se atrapalhou com os horários e por muito pouco não perdemos o trem, mas no final deu tudo certo e embarcamos.

O trajeto todo foi lindo, com belíssimas paisagens e quatro horas de muita emoção. Quem ainda não conhece, eu recomendo muito que faça essa viagem um dia na vida. Chegamos em Morretes, cidade histórica paranaense, e fomos direto para o restaurante provar o famoso Barreado, prato típico do estado. Claro que harmonizamos com algumas cervejas.

Barreado, prato típico paranaense

Voltamos para Curitiba felizes e com aquela sensação boa de quem vive intensamente cada minuto.

Edson, Sol, Bruno e Ratti

Curitiba, 25 de julho de 2017

Nessa noite fomos a mais um jantar harmonizado com as cervejas da marca, dessa vez para apresentar ao público de Curitiba.  Restaurante argentino, com pratos típicos da Argentina e cerveja também argentina. Praticamente uma imersão.

Nessa noite provamos todas as cervejas clássicas da marca além de uma novidade. Foram elas:

  • Patagonia Bohemian Pilsener: A mais clássica deles, do tipo pilsen, produzida com o lúpulo tcheco Saaz e de uma coloração dourada.
  • Patagonia Weisse: Apesar do nome, ela é do estilo Witbier e traz notas cítricas lembrando limão e laranja. Bem leve e fácil de beber.
  • Patagonia Amber Lager: Do estilo amber lager, tem coloração marrom acobreada. Os maltes Melanoidin, Carared e Carapils usados em sua produção, lhe conferem um aroma sutil de caramelo e boa formação de espuma.
  • Patagonia Küné: A Patagonia Kuné é uma Pale Ale. Possui coloração dourada e leve amargor.
A novidade
  • Patagonia 24.7: Essa foi a novidade da noite. Ainda não vem para o Brasil, mas trouxeram em primeira mão para o evento. Uma Session IPA bem leve e refrescante, com lúpulos argentinos trazendo um leve e saboroso amargor e alto drinkability. O nome faz referência à localização onde a cervejaria está localizada que é no Km 24,7 do Circuito Chico em Bariloche, Argentina.

Foram ótimos os dias que passamos juntos e fica a saudade de viajar sempre conhecendo novos lugares, novos sabores e fazendo amizades que com certeza ficam para o resto da vida. El Mundo te Espera, esse é o slogan da cervejaria e diz muito sobre essa viagem. O mundo está aí, depende da gente descobrir cada pedacinho dele.

Salud!

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Edson Carvalho

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Um viajante tão apaixonado por cervejas artesanais que rodou o Brasil inteiro atrás delas e agora dá dicas de onde encontrá-las.

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